Transporte

Um panorama sobre a gestão de risco do transporte de carga

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A gestão de risco do transporte de carga é um processo essencial para o setor logístico. Afinal, é necessário contar com um excelente planejamento, organização das tarefas, decisões e ações precisas para evitar problemas como atrasos, roubo, acidentes, extravio ou avarias na carga.

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Entretanto, para que realmente seja eficaz, é importante ter em mente que essa gestão deve ser feita de forma conjunta com uma boa transportadora, gerenciadora de riscos e seguradora.

Conversamos com o chefe de transporte da Rodojacto, Marcio Perseguini Trambaiolli, para que ele explicasse um pouco mais sobre essa gestão de riscos, sua importância, tipos de seguro e outros assuntos relacionados. Continue com a leitura para conferir um panorama sobre o tema!

O que é a gestão de risco do transporte de carga?

Transportar mercadorias é uma tarefa complexa, que se inicia antes mesmo de a carga estar a caminho do seu destino. Isso porque, para evitar problemas que podem acontecer durante o trajeto, é preciso um amplo planejamento prévio.

Esse planejamento consiste na gestão de risco do transporte de carga. Para começar, deve-se antever todos os possíveis contratempos envolvidos na operação. A partir disso, são adotadas estratégias a fim de prevenir ao máximo esses riscos, aumentando consideravelmente a possibilidade de que a carga chegue sem complicações ao destino.

Além disso, também é necessário traçar um plano de ação para caso as medidas preventivas falhem e haja algum sinistro. Então, precisam ser definidas, dentre outras coisas, as ações necessárias para que não haja empecilhos ao acionar o seguro.

Por que a gestão de risco do transporte de carga é importante?

Marcio Perseguini ressalta que “a gestão de risco do transporte de carga é uma exigência da seguradora. Entretanto, a transportadora e a sua empresa precisam estar atentas a esse aspecto, visto que as medidas adotadas impactarão ambas as partes — além, claro, do cliente final.

Afinal, quando algum tipo de problema acontece, todos os envolvidos são prejudicados de forma direta ou indireta. Em caso de roubo, por exemplo, o profissional tem a sua integridade ameaçada, há perdas financeiras para o seu negócio e a entrega ao consumidor é comprometida. Então, a gestão de risco no transporte de carga preserva interesses coletivos e permite alcançar melhores resultados na logística.

Que fatores devem ser observados antes de contratar uma transportadora?

Ao escolher a empresa responsável pelo transporte de carga, é preciso entender que ela será uma grande aliada do seu negócio. Portanto, deve atuar com profissionalismo e responsabilidade, a fim de garantir que nada de errado acontecerá nas rotas dos fretes.

Alguns fatores que devem ser analisados antes de firmar uma parceria são:

  • transparência das informações e relação;
  • respeito à legislação;
  • atendimento às normas de trânsito;
  • frota própria;
  • profissionais treinados;
  • sistema de gerenciamento eficaz;
  • satisfação dos clientes;
  • respeito aos prazos;
  • opções de solução de transporte;
  • preparo do documento de transporte de carga;
  • relação custo-benefício;
  • adesão aos seguros;
  • atenção à segurança da carga.

Nesse último item, é válido ressaltar a importância de avaliar se a transportadora atua em acordo com as determinações das seguradoras, o que certifica a adequação da gestão de risco no transporte de carga.

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Quais os tipos de seguro no transporte de cargas?

Existem diferentes tipos de seguro, nacionais e internacionais, que podem ser adotados para o transporte de cargas. Alguns são obrigatórios, outros, facultativos. Veja, a seguir, os três principais que se aplicam ao modal rodoviário.

Seguro de Transporte Nacional

Esse seguro é obrigatório, e a sua cobertura varia de acordo com especificações como tipo de mercadoria transportada. Ele pode ser amplo ou restrito e deve ser contratado pelo dono da carga sempre que a origem e o destino forem nacionais.

Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga (RCTR-C)

O RCTR-C também é obrigatório, mas deve ser contratado pelo responsável pela logística de transporte — em muitos casos, a transportadora. Apresenta coberturas diversas envolvendo sinistros por acidente, como:

  • capotagem;
  • tombamento;
  • explosão;
  • incêndio;
  • colisão;
  • abalroamento.

Seguro de Responsabilidade Civil Facultativa do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga (RCF-DC)

Perceba que, no seguro anterior, não existe uma cobertura para roubos ou furtos, já que ele se aplica a perdas ou danos provocados na carga por acidentes de trânsito. A cobertura para subtrações de mercadoria é alcançada com a contratação do RCF-DC, que não é obrigatório.

Esse seguro é de responsabilidade de quem fará o transporte. Nesse caso, a contratação é feita obrigatoriamente junto do RCTR-C e, basicamente, oferece ressarcimento em caso de roubo ou furto do veículo e mercadoria.

O que é uma gerenciadora de risco?

Neste ponto do conteúdo, você deve estar se perguntando: “afinal, quem estrutura a gestão de risco do transporte de carga?”. A responsável por esse processo é a gerenciadora, que deve ser homologada pela seguradora.

Segundo Márcio, a transportadora cria um plano com base no perfil da carga e, a depender do valor e tipo da mercadoria, contrata uma gerenciadora. “De acordo com a apólice, a gerenciadora cria um plano de gerenciamento de risco (PGR) e define várias ações, restrições (onde pode parar, até que horas pode circular, quais rodovias trafegar), equipamentos para operacionalizar certos tipos de produto etc.”.

Para que essa gestão tenha eficácia, é essencial que:

  • a gerenciadora seja homologada e trace um plano detalhado para cada mercadoria;
  • haja a devida averbação de carga;
  • sejam adotados os protocolos definidos no PGR.

Vale destacar que, caso a transportadora descumpra algum item da apólice, a gerenciadora se isenta da responsabilidade por possíveis sinistros.

Quais os tipos de gerenciamento mais comuns?

O tipo de gerenciamento também implica no sucesso da gestão de risco do transporte de carga. Marcio explica que, atualmente, as duas formas mais utilizadas são monitoramento e rastreamento.

Monitoramento

De acordo com Marcio, o monitoramento é adotado para cargas com valor mais baixo. Ele consiste no acompanhamento do veículo e conta com a geração de relatórios. “O carro desviou da rota? Tem o parâmetro x, que vai gerar um alerta para a gerenciadora, mas não tem a ação de um operador”, explica.

Rastreamento

Já no rastreamento, a gerenciadora acompanha o veículo transportador e realiza uma ação por meio de um operador, caso aconteça algum desvio do plano. Isso pode ser ligar para a transportadora, acionar a polícia, enviar um bloqueio ou disparar uma sirene.

Como você pôde perceber, a gestão de risco do transporte de carga adotada pela transportadora, em conjunto com a gerenciadora, fará toda a diferença para minimizar os problemas e garantir a eficiência da sua operação logística. Então, é preciso estar atento ao escolher a sua aliada nos negócios!

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